Faça jorrar o amor que há dentro de você!
- 6 de jun. de 2016
- 4 min de leitura

Nos relacionamentos é comum ter alguns desencontros por diversos motivos e dentre
eles uma razão importante é a falta ou o pouco autoconhecimento que o casal possui, ou
seja, as pessoas envolvidas não conhecem a si mesmo. Muitas vezes, não conhecem
suas próprias necessidades, vontades, habilidades, seus potenciais, fragilidades, ilusões,
etc., e assim existe uma tendência natural de buscar no outro aquilo que não percebeu
em si mesmo. Em nossa sociedade, conhecer a si mesmo não é valorizado porque
tornam as pessoas empoderadas, fortalecidas.
Também é normal, quase uma regra, no término dos relacionamentos ver o outro como
um inimigo. É uma interminável lista que é feita com todos os defeitos, características
negativas que se vê no outro (a) e, praticamente, não se vê nenhuma qualidade e quase
não se tem gratidão do que foi vivenciado naquela relação, aquele encontro de duas
almas. Isso é extremamente presente nas relações é piora quanto maior o tempo de
contato ou convívio.
Outra situação, ainda, mais comum nos diversos relacionamentos afetivos e haver o
domínio, a posse gradativa de um ser sobre o outro. No início, pode parecer uma junção
de forças, de vontades de ficarem juntos um com o outro, mas pode haver, com o
tempo, um controle excessivo. A pessoa que está sendo dominada, manipulada, muitas
vezes, não percebe tal situação, pois ela vai abrindo espaço e o outro vai se apossando.
Isso dificilmente é percebido para quem está vivenciando porque parece tudo normal,
quem está de fora da situação consegue identificar com maior facilidade.
Nessas situações, acabar o relacionamento é uma benção, mas até chegar a essa
conclusão demora um tempo e se tem muito sofrimento, podendo ficar anos e anos
assim.
Por que isso pode acontecer? Como você não se conhece totalmente, não se apropria de
si mesmo e não se sente um ser completo ficando mais fácil identificar as fragilidades e
atacar nos pontos vulneráveis. O outro sem perceber ou, muitas vezes, de forma
consciente manipula e pode agir de má fé e se apropria de você. Mas, você deu poder ao
outro para que isso acontecesse porque não se fortaleceu nas suas fragilidades e acabou
deixando o outro atuar.
Portanto, o que acontece nessas situações é porque não assumimos a nós mesmos, o
nosso poder pessoal. Não fomos ensinados a como fazer isso e ao passar pelas
adversidades você é obrigado a se buscar e então, começa a perceber o “rombo” que
ficou dentro de você, que você permitiu que fizessem com você.
Se....
Se pensar que o sentimento de raiva, ira, nada mais é que um desiquilíbrio do seu ser e
que esses sentimentos negativos e destrutivos atingem muito mais a você do que o
outro, porque é seu ser, suas células, suas moléculas, seus órgãos, seu organismo que
fica impregnado dessa solução nociva contaminando você como um todo...
Se analisar que por vibração do seu ser, você atrai o que tem em sua vida inclusive as
situações que faz ou fez você sofrer....
Se observar que as pessoas, raramente, buscam o autoconhecimento, ou seja, conhecer-
se em detalhes em seus dois lados: forte e frágil...
Se perceber que o outro, também, busca um ser perfeito para se completar, um
relacionamento dos sonhos...
Se acreditarmos que dentro de cada um de nós tem um pedaço, um átomo do Criador,
Deus, O Todo - o que se chama de Centelha Divina - que essa Energia, a divindade está
presente em tudo, portanto está dentro de nós e também dentro do outro, dos seus ex
relacionamentos: ex-namorado, ex-marido, ex-parceiro, ex-ficante etc.....
Então, ao considerarmos todos esses “se...” e caso o seu relacionamento terminou e ele
partiu e a deixou ou vice-versa e você está sozinha, qual é a melhor solução?
E se desfazer em lágrimas, se matar em tristeza, sofrer, se fechar para mundo e nunca
mais se relacionar ou é exatamente o contrário? Buscar o seu melhor dentro de você,
aceitar o final do relacionamento e seguir em frente. Crescer com as experiências. Ver a
sua vida como uma benção, agradecer, e crer que o “Melhor sempre Acontece”.
Raramente sentimos a situação dessa forma porque exige equilíbrio que é adquirido com
o amadurecimento e cada um tem o seu tempo, mas é a visão mais realista possível.
A questão mais nociva que você pode fazer consigo e não buscar os seus dons, suas
ferramentas internas, seu verdadeiro Eu, sua essência, a melhor porção que você tem e
deixar ela agir valorizando o lado bom da vida. E uma oportunidade de você sentir os
erros, acertos, se conhecer, potencializar seus pontos mais frágeis e se tornar muito mais
fortalecida. E empoderar-se de você mesmo.
É inerente ao ser humano querer viver em harmonia e ser feliz. Essa é a regra básica.
Viver com simplicidade. Estar no momento presente e viver. Foco e atenção no aqui e
agora e, automaticamente, você estará construindo o seu futuro.
Simplicidade não significa ter uma vida de pobreza. Simplicidade no sentido de estar
contente com aquilo que você é, em absoluta aceitação. E estar em harmonia consigo
mesmo e assim, não haverá conflitos ou divisões em você.
É preciso coragem para ser simples, porque você pode parecer louco, ser uma ovelha
negra, um ponto fora da curva ou ser considerado um estrangeiro, por apresentar uma
linguagem ou atitudes diferenciadas dos “normais”.
Talvez ser simples é bem complexo, porque precisa de desapego e desprendimento de muitas coisas. Mas como é gerar uma criança, um ato simples apesar da complexidade do ser que nascerá.
Enquanto você tiver sentimentos destrutivos e negativos dentro de você, não avançará
em viver na felicidade, na alegria de estar vivo, no aqui e agora. E como se estivesse
presa naquele momento do passado, nos momentos tristes que vivenciou e continuar a
viver agora uma situação que já passou, já aconteceu.
Descobrir seu real valor, quem realmente você é, viver no momento presente com
simplicidade é um processo de crescimento imenso para ser verdadeiramente feliz.
Você é como uma fonte de água cristalina que jorra da terra. Faça jorrar o amor que há
dentro de você.






















Comentários